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quinta-feira, 1 de julho de 2010

. As escolhas de uma vida

Eu raramente tenho paciência pra ler emails, tenho uma preguiça monstruoooosa pra ler essas bobajadas que, em geral, a gente recebe. Mas recebi da minha irmã um email tão legal que resolvi reproduzir aqui. Como ela disse no email, não dá pra saber se foi o Pedro Bial que escreveu mesmo, mas a mensagem é muito bacana.

Here it goes:

As escolhas de uma vida ( Pedro Bial)

A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
'Nós somos a soma das nossas decisões'.

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
a gente é o que a gente escolhe ser,
o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que,
ao fazer uma opção,
estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar 'minha vida'.

Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz,
será quase impossível conciliar com a arquitetura.

No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
preciso decidir entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
apenas vivenciando amores
e deixando-os ir embora quando se findam,
ou casar, e através do
casamento fundar uma microempresa,
com direito a casa própria, orçamento
doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas,
mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
ouvir os outros,
estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que
acontece em volta e não
cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar,
e não para anular a vivência do
caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
mas tenha responsabilidade e maturidade
para arcar com as
conseqüências destas ações.

Lembrem-se:
suas escolhas têm 50% de chance de darem certo,
Mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

. Tornando o campo fértil

Aí vai uma pequena paródia que eu "ganhei de presente" uma vez e que faz muito sentido.

" O mestre zen encarregou o díscipulo de cuidar do campo de arroz. No primeiro ano o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte e a colheita foi boa. No segundo ano ele teve a idéia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior. No terceito ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda. Mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.
- Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem - disse o mestre.

- Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas você enfraquece alguém se ajuda muito."


Think about it ;)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

. Prisões pessoais

Um dos videoclipes que eu acho mais forte do Killers é o "Dustland Fairytale". Ele conta a história de um cara que quando jovem( lá pela década de 60) se meteu em uma briga de gangue, matou o rival e foi preso. Passou boa parte da existência na cadeia e quando é solto ( bem mais velho, por volta de seus 60 anos ao que parece)vai atrás do seu amor de juventude. Aquele amor que ficou naquele mesmo passado que virou seu presente por toda uma vida.
No meio desse caminho, ele revê sua juventude e o erro que o fez passar a vida na cadeia.

"Passar a vida na cadeia".

Quando páro para pensar nessa frase, quando realmente páro para divagar sobre isso, me dá um medo enorme. Penso no quão poderoso nossos atos podem ser, no tanto que um deslize de comportamento, uma frase mal dita pode nos levar a um desvio de trajeto de vida, a um resultado que sequer imaginamos algum dia em nossas vidas.
Naturalmente, fazemos o tempo todo escolhas diárias, mas o quanto pensamos sobre como essas atitudes vão influenciar nosso presente, alterar o nosso futuro?
Se são coisas de grande magnitude, como por exemplo, escolher qual curso fazer na faculdade, ou se devemos estudar fora, refletimos bastante sobre qual caminho tomar.
Mas quando damos aquele fora em uma pessoa que amamos, ou quando escolhemos sair cinco minutos mais tarde de casa, resultando na perda do ônibus do trabalho, dificilmente raciocinamos as reais consequências dessa nossa escolha.
O ser humano é tão psicologicamente complexo que às vezes uma palavra ou atitude que para você parece boba e insignificante, para o outro lado chega como uma avalanche destrutiva.

E raramente pensamos nisso.

Fazendo uma analogia com a história do videoclipe, fico me perguntando, o quanto com o passar dos anos, não nos aprisionamos em atitudes passadas, em vícios pessoais maléficos, em quanto deixamos para trás quando resolvemos pegar a estrada da esquerda. O quanto podemos estagnar ao não nos permitirmos mudanças. Mudanças de comportamento, mudanças nas nossas atitudes, mudanças de pensamento. No final é tudo a mesma coisa, mas é essa resistência à mudanças que nos mantém escravos de uma vida que não queremos, que nos aprisiona em situações que já vimos milhares de vezes ( e que não gostamos de passar).

Ainda não cheguei lá, mas fico me perguntando como será comigo quando eu chegar na idade do cara que foi preso e olhar para trás, quando eu rever toda a minha vida como um videoclipe. Como será que aquelas pessoas, aquelas amizades que ficaram pelo caminho estarão, para onde os amores mal-resolvidos terão ido?
Em que momento estarão vivendo as pessoas marcantes da sua vida que, por alguma atitude sua ( ou delas), saíram pela porta da frente e te deixaram olhando-as se afastarem mais e mais?
A história do clipe é uma metáfora forte de como nossas atitudes, quando são mal empregadas, são capazes de deixar profundas marcas, de traumatizar, calejar.
No fim das contas, viver é isso, aprender com os erros, crescer na dor, porque, curiosamente, é na dor que conseguimos progredir, superar. E para isso, as marcas precisam permanecer, precisam existir para você se lembrar como chegou ali.
De qualquer forma, essas marcas doem. Virar gente grande não é uma tarefa das mais fáceis. Com o tempo tendemos a nos proteger mais, ficar na defensiva para evitar um sofrimento já visto.
Funciona, de fato. E é desse fato de nos protegermos, de evitarmos uma situação já vista que não agradou, que crescemos e mudamos. Mas também nos tornamos menos ingênuos e um pouco menos crédulos, características lindas da infância, onde somos completamente abertos e crentes de tudo e de todos.
Se olharmos por esse prisma crescer pode ser um pouco triste, já que perdemos a nossa espontaneidade infantil, mas também nos tornamos pessoas mais saudáveis ao colocarmos certos limites, nos respeitamos mais quando dizemos um "não" para algo que nos faz mal.
De qualquer forma, acho que é pontual lembrarmos como o curso de nossas vidas pode mudar completamente a partir de nossas atitudes no trabalho, no círculo de amizades, nos relacionamentos amorosos, na família e conosco.
Trazer os atos do inconsciente para o consciente é uma tarefa dura, mas necessária, para cada vez mais, com o passar dos anos, termos um número maior de situações boas para rever quando olharmos para trás. Para que, um dia, quando o tal do videoclipe passar por nós, a gente tenha mais motivos para ficar feliz do que triste.
Os fantasmas vão existir, eles são importantes para o progresso pessoal, mas dessa vez, é melhor que eles fiquem na prisão, não a gente.



Enfim, acho que já divaguei bastante. Espero ter confundido bastante a cabeça de quem leu isso aqui =)

Ah, claro, o tal videoclipe que me fez pensar nisso tudo:

The Killers - A Dustland Fairytale
http://www.youtube.com/watch?v=-3hyrkzFRss&feature=channel

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

. Fantoches que choram

Dia-a- dia, todo dia é uma nova batalha que se inicia.
Acorda. Levanta da cama. Lava o rosto. Uma xícara de café. Trabalho.
Trabalho. E mais, muito mais trabalho. No meio de tanta confusão e correria, o segundo que se pára para pensar na vida é um momento angustiante. Mas muito precioso.
A gente não sabe mais pensar na vida, na maior parte do tempo estamos tão imersos nas nossas atividades rotineiras que parece que nem alma temos.
Às vezes me sinto assim. Na verdade, muita das vezes.
E a nossa preocupação em fazer as coisas direito, executar um bom trabalho, escolher bem os produtos que iremos comprar no supermercado ou as roupas que vamos vestir, tudo, tudo nos deixa conectado com esse mundo palpável, físico. Olhando por esse prisma, a idéia de sermos meros fantoches não me soa nada mal.
E somos capazes de viver nossas vidinhas fúteis anos a fio sem criarmos uma consciência perante ela. Muitos de nós sentem-se amarrados à um destino que não escolheram e acreditam que o percurso pouco pode ser mudado. É a vivencia de uma existência automática, sem reflexão ou análise. Sem olhar para dentro. Sim, sem olhar para o seu interior pois é de lá que vem tudo.
E como é difícil esse exercício. Mesmo para os iniciados, olhar para dentro, fazer uma auto-analise, ter a consciência de que podemos mudar tudo aquilo que nos incomoda é um processo muito, muito doloroso. Altamente enriquecedor, que nos faz crescer e alcançar as coisas que desejamos, mas que é incômodo e angustiante. Não por acaso, alguns acabam ficando pelo meio do caminho e passam a culpar as situações exteriores pelo seu fracasso. Fracasso material, profissional, amoroso, mas acima de tudo fracasso interior.
Tenho a impressão de que quando passamos por uma situação em que estamos sendo altamente pressionados lembramos com mais afinco que temos sentimentos, que nos sentimos frágeis, que somos sim, seres humanos e não meros fantoches vivendo como formigas, automatizadas, cegas pelo processo de sobrevivência, vivendo sem saber muito bem o porquê, nem o pra quê.
Hoje pude lembrar, que no meio de tantas ações, tantas noitadas, almoços, conversas, cinemas, andadas de ônibus, fofocas, cafés da manhã, pagamento de contas, ainda sou um ser humano. O momento que você leva aquele tapa na cara que você jamais esperou, é o momento mais deseperador e também o mais clarividente.
Levei uma porrada que doeu, que me desestruturou, eu fiquei…triste, sem chão. E é claro que eu não gosto de me sentir assim. A sensação de não pertencimento a lugar algum ainda me aflige e sinto-me perdida. A vontade é pedir colo e sumir. Dá um stop na correria, posso não existir por algumas horas? Só um pouquinho, viver o nada, sentir o nada. O processo está acontecendo e o bom é que voltei a lembrar que sou um ser humano e não uma máquina. Se eu me condeno pela minha reação? Certeza que sim, mas estou aprendendo a conviver com a frustração. Estou desapontada com a situação e com o meu comportamento. Se pelo menos eu pudesse por um momento sumir, eu seria mais feliz.
Mas daí eu lembro das palavras do meu pai, respiro fundo e tento, novamente buscar uma solução. Não quero me desapontar. Eu mereço isso. Dói sim, quando passo por essas porradas quero como nunca, achar meu lugar no mundo e aí que a angústia cresce ainda mais. Eu vou chegar lá. Não sei ainda como, mas vou. Por enquanto vou vivendo um dia de cada vez, resolvendo as pendengas do dia-a-dia, lendo o cartão mais bonito que já recebi. Um cartão que esperei por tantos anos… valeu a espera. E é com essa mesma paciência que eu esperarei a resolução desse enigma pessoal. Acho legal transcrever o cartão que mais me inspira ultimamente. As melhores palavras de conforto. Ganhei no Natal. E pra mim, foi o maior presente que já ganhei dele em 26 anos de existência. Só eu sei o quanto esperei por esse cartão…

“ Vanessa,

A minha caçulinha querida. Talento.Escritora inata. Um dia isto irá aflorar. Estou muito feliz e orgulhoso de você. Admiro sua fibra e determinação. Tenho admiração por você. Espero que seja muito feliz e que a vida te dê tudo, que no seu coração você fará pelos outros.
Gosto de você um tantão assim!
Obrigado por ser minha filha!
Te amo.

Papai.
Natal, 2009”


Espero não o desapontar.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

. dark side of the soul

De fato que incomoda. Estranhamente o conhecido se revela um estranho. Como aquelas músicas com as quais você sempre se identificou mas que passada a época, viraram pó, ultrapassadas e chatas.
Datadas.
Você mergulha fundo e tenta achar entre memórias distantes um resquício daquela pessoa que você conheceu. E de tanto mergulhar quase se afoga. Quase.
Da sombria escuridão do fundo do poço, enxergar pouco adianta já que a luz não consegue chegar nesse cantinho de dor. O sentido mais importante passa então a ser aquele que você nunca ligou.
O tal do sexto sentido. Ser um ser cego que enxerga? É o que mais acontece com todos nós.
Uma hora enxergamos um lado da situação, vemos uma nuance de personalidade. E num estalo posterior passamos a ver a mais sombria realidade do momento.
Em dia temos tudo. Em outro somos nada.
Incômodo.
Mas do nada, o tudo vem. Volta tudo.
Afundando nas águas, sente um impulso exterior. Volta à superfície iluminada com um longo e desesperado respiro.
O sexto sentido salva.

terça-feira, 24 de março de 2009

. dos bloqueios mentais

Ufa. Pensei que tivesse perdido de vez a senha do blog.
Como nota-se já tem um bom tempo que não despejo nenhum tipo de pensamento ou idéia por aqui.
Setembro de 2008, o último post! Rapaz, a minha vida mudou bastante de lá para cá. Nessa época eu ainda tinha um emprego fixo, carteira assinada, trabalho de 10h às 19h e um monte de idéias inacabadas.
Disso tudo a única coisa que restou foram as idéias inacabadas. E uma ansiedade enlouquecedora. Mas essa nem chega a ser de fato uma novidade. Conheço essa safada de longa data. Perseguindo-me nas apresentações de trabalhos escolares, aparecendo como quem não quer nada em entrevistas de emprego, me angustiando em pensamentos fora da hora antes de um date.
Sempre inconveniente. A matriarca de sentimentos como impaciência e intolerância. Isso porque um vem na cola do outro. Ou seja, a angústia constante pode gerar uma falta de paciência, e esta por sua vez, se também vivida com grande afinco, desencadeia um processo de intolerância. Na verdade, no meu caso, ainda tem um componente entre um ingrediente e outro: o bloqueio mental. Esse vem logo após a angústia e um pouco antes da impaciência.
Não raro, quando me encontro em estágios de angústia aguda, o bloqueio mental toma conta do meu cérebro de forma bastante satisfatória. Pois é, esse tal bloqueio varia entre a total falta de idéias, a confusão delas e a fragmentação de pseudo-idéias. E é nessa aflição que eu me mantenho girando em círculos, patinando desvairadamente, sem técnica alguma, me afundando na areia movediça. Ok, pode até ser uma metáfora dramática e bem escrotinha haha, mas é a pura verdade.
Nessa andança pra lugar nenhum, paralisada, eu começo a ficar impaciente e voilá, quando percebo, já não sou mais o ser que antes conhecia, tamanha a minha intolerância interior.
E sabendo de todo esse processo, me pergunto como os acontecimentos de nossas vidas nos levam à auto-sabotagem, como eles nos ensinam quase que cruelmente durante a nossa existência a achar que não merecemos a felicidade, não merecemos derrubar o "muro" do bloqueio e assim, voltarmos a nos encontrar. É um processo inconsciente e muito complexo pra explicar em algumas poucas linhas de um texto. Mas foram os anos de análise que me ensinaram a conviver e a trazer para a consciência essas armadilhas do nosso inconsciente.
No entanto, contudo, entretanto, como se vê, pra mim ainda é difícil. A luta é cansativa. Domar a mente, controlar os impulsos destrutivos da nossa psique. É como um jogo de xadrez, onde as forças negativas precisam ser neutralizadas, precisam ser impedidas de continuar a fazer o mal. Só a ioga e a terapia mesmo para me ajudar a vencer o meu maior inimigo e conseguir desbloquear a minha mente criativa. Escrever é uma tática que ajuda. E como.
Quando quiser achar o seu maior inimigo, não fique em tentativas inúteis apontando dedos para fora. Olhe para dentro. Todos os seus males residem dentro de você.
E eu continuo tentando. O jogo não pode parar.

sábado, 26 de julho de 2008

.Grito

Às vezes parece que não vai caber.
Um milhão, um trilhão, quantos milhões de pensamentos?
Pensa, conecta, desenrola, pára, intercala, puxa, não perde aquele ali não.
Um desencadeia o outro, todos vem em uma avalanche para me atropelar.
Nossa. Organiza melhor. Não vou abandoná-los, mas esse arrastão me desnorteia e me embaralha.
Agora eu vou sentar para organizar cada respiro de idéia, cada suspiro de inspiração.
Porque quando não se faz, a criação se perde, e consequentemente a vida fica sem cor.
Vou tacar muita guache,  enfileirar todas as telas.
Vambora que o tempo passa.
Life is yelling.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Interior

O tempo vai passando e a serenidade vai chegando.
O entendimento, o amadurecimento, o "ver os vários lados", tudo isso vai tomando conta da gente. A gente passa a racionalizar mais, a dramatizar nada, a enxergar as coisas como elas são.
E aí, quando você alcança esse nível, você desencana, levanta, corre pro salto, imagina a próxima virada.
Como é bom ter controle dos sentimentos, manter-se nivelada,  centrada, em si.
Ah, o olhar pra dentro, o confiar no seu potencial, tudo o que há de melhor em você!
Sentir-se leve, flutuante, divagante.
Presente em outras realidades, outros livros, outras crenças.
Fortaleço em mim, fortaleço em você, fortaleza em nós.
Em nós desatados, constantes, ei, vibrações, todas comigo, todas explodindo.
Muito obrigada por tal visão.
Agradeço de coração esse fruto.
Eu sigo, eu caminho...feliz.
Que as novas direções sejam apontadas. Estou aqui, atenta às vibrações, contente por todas as situações.
E eu sigo. Sempre em frente, sempre pra frente.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ups and downs

Divagações de uma madrugada para uma vida.

Quando eu me lembro quem eu sou, o meu caminho trilhado, as etapas superadas, os erros aprendidos, é exatamente aí que eu me fortaleço.
E como é bom lembrar quem você é. Porque, sei lá, a vida não é feita de momentos coloridos o tempo todo, mas a nossa visão, a nossa perspectiva diante das situações desagradáveis é o que vai apontar o momento seguinte. E quando tomamos a consciência de como é importante o nosso olhar sobre as questões do dia-a-dia, passamos a ter mais cuidado com o que dizemos, pensamos, emanamos. Eu tenho a crença de que a energia que a gente transmite é o que determina todos os âmbitos da nossa vida. Energia negativa atrai energia negativa, e falo por experiência própria. Todas as vezes que eu entrei numa bad, tudo ao meu redor degringolou para o fracasso.
Ando numa fase de transição, refletindo sobre muitas questões e sentindo que uma nova etapa está chegando. Renovar é preciso. Sempre. Ciclos fazem parte da vida. Quando começo, por qualquer razão a me sentir sufocada, presa pelas situações, o meu alarme interno dispara. Eu fico ansiosa, irritadiça, perdida, sem chão. Felizmente, como em tudo na vida existe o lado positivo, é nesse momento contraditório que eu fico mais criativa e produtiva.
E é essa criação, essa reflexão, que me empurra, me alavanca, me chuta pra frente.
Eu pego no tranco e parto pra outra fase. Uma nova vida dentro de uma mesma existência.
Quantas vidas não podemos criar em nossas próprias vidas?
Só depende de nós. Tô correndo atrás da minha.
Chega de desânimo. Deixei a melancolia para trás.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ordenação

Poderia vir escrito assim em algum dicionário de verbetes.

" Ordenação de pensamento.
1-Condição fundamental para estabelecer metas de vida. 2-Estado imprescindível para quem anseia ter uma mente saudável e consequentemente uma vida saudável. 3- Qualidade requerida para indivíduos que buscam a paz interior."

E a falta dessa tal de ordenação de pensamento é capaz de causar grandes estragos. Como enfrentar o nosso duro dia-a-dia sem uma linha de raciocínio coerente e eficaz?Quais as possibilidades de se tomar qualquer tipo de atitude (coisas simples como levantar da cama) se não estabelecermos uma sequência de pensamentos que nos levem a executar tal ação?Eu diria que é praticamente impossível.

E de uns tempos pra cá tenho percebido a falta dessa arrumação de idéias envolta de mim. Mas principalmente, em mim. Talvez até o fato de achar que está tudo desordenado ao meu redor seja, na verdade, o reflexo interior do que está acontecendo comigo.
É, parece que temos uma bagunça aqui dentro. Mas como organizá-la com tantas névoas, sentimentos há muito não sentidos, sensações que eu não lembrava mais, e que por isso não sei como agir?
Como reagir com o desconhecido empacotado, empoeirado no fundo do baú?Como lidar com impressões que você desaprendeu com muito gosto e orgulho a esquecer?Como?
Há algo fora de ordem, há algo gritando por dentro, há algo inquieto e obscuro. 
E de dentro dessa ilha que me encontro agora, vejo que as respostas ainda parecem distantes. Depois de tempos de calmaria, de uma quietude absolutamente agradável, vem essa tormenta pra me acertar, esse maremoto pra me derrubar.
É muito doido enxergar as coisas de dentro do olho do furacão. E mais uma vez anseio pela ordenação de pensamento, pela calmaria em mim, anseio por novas inspirações, novos caminhos, novas estradas de terra, novos erros.
Acho que a questão é essa. Quando as atitudes, os erros passam a se repetir eu me entedio e vou embora. Ou me perco em ansiedades e conflitos internos. Porque se tem uma coisa que eu sei é aprender com erros. Quando o filme começa a passar pela segunda vez eu piro, porque sei que nada de novo vai aparecer para me surpreender, me pegar de supetão.
E eu gosto é do inesperado, da surpresa.
Talvez eu esteja achando um novo caminho. Não quero resgatar sentimentos passados e sombrios. Está na hora de remexer o tabuleiro todo. Novo jogo. Nova jogada. Mas principalmente novos jogadores. Porque novas atitudes são necessárias.
Preciso de ação. 
Ajude-me com luz.

domingo, 22 de junho de 2008

bad trip

Queria entender por que essas coisas acontecem?Digo, por que não desvencilho de uma vez?Por que fico nessa paraíbada ridícula, com esses pensamentos tão argh, ultrapassados.
Estou em um dia de auto-irritação, cansada de muita coisa, me sentindo uma grande palhaça,
Que grande palhaçada é isso tudo.
Culpa de ninguém, além de mim que fico trazendo e realimentando essa idiotice-mór.
Argh.
Que  vontade de fugir pra qualquer lugar que eu não pense mais. Sair desses pensamentos obsessivos e putz, altamente ilusórios.
Nesses momentos eu consigo me odiar muito e isso é raro.
É uma auto-briga, auto-luto, auto-tudo.
Preciso fazer isso pra enfim, entrar em pazes comigo mesma mais uma vez.
Dá pra apagar essa loucura????
Diz que dá, diz que rola, que é possível, ahhh q vontade de gritar.
Preciso sair daqui, dessa cabeça.
Que agonia, que  a g o n i a !!!!!!
Inferno!


quinta-feira, 19 de junho de 2008

every day is the same.


Todas as vezes que eu chego na madruga do trabalho ( reafirmo: m a d r u g a d a s,  n o i t e, não falo das  m a n h ã s) penso em ficar virada. Simplesmente porque lembro do desespero que vai ser acordar no "dia seguinte". É sempre uma agonia. 

Acordar atrasada->sair sem tomar café ->pegar táxi se o atraso for giga ->comprar mate e pão de queijo correndo ->se sentir culpada por não ser uma pessoa "normal"-> não se sentir mais culpada até ver a hora que saiu da labuta.->ficar pobre mesmo sem sair o mês todo (pode isso?)


é sempre assim.


SEMPRE.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

after midnight

Madrugada+ mente inquieta= Acordada, pqp.

Só a música salva.
Só a música me salva.

Incrível como é o impalpável que faz as nossas vidinhas se tornarem existências interessantes. Sou feliz com música, sensações e pensamentos. Invisíveis vibrações, existências cegas e tão essenciais.

Preciso de um antídoto para ansiedade. Ansiedade textual. Sossega o facho Vanessa, raciocina melhor. Nem tudo que se pensa é publicável. Nem tudo que se cria tem qualidade.

Aonde deixei o meu bom senso mesmo?